Bastaram sete anos – só sete anos – para que a Câmara Municipal da Praia da Vitória passasse de uma dívida de oito milhões de euros para uma dívida de 26 milhões. Não é gralha. São mesmo vinte e seis milhões de euros que a câmara gerida por Roberto Monteiro deve à banca.
E que fique claro que nada disto tem que ver com a Troika, com a crise nacional ou internacional, nem mesmo com o “saudoso” Sócrates. Esta dívida astronómica para um concelho com cerca de vinte mil habitantes deve-se única e exclusivamente à irresponsabilidade e à falta de coragem para se assumirem responsabilidades por parte de Roberto Monteiro e do Partido Socialista.
Quem não se recorda da destruição das placas de inauguração de obras do executivo anterior para passarem a ter o nome do novo líder? Quem não se lembra do esbanjamento em fogo de artifício a quando da inauguração da avenida marginal que ainda nem sequer está paga – fogo no encerramento das festas e passados dois dias fogo na inauguração – numa atitude de novo riquismo sem precedentes na história cidade da Praia da Vitória? E quem não vê a quantidade de gente que vive à custa deste poder socialista? Quatro vereadores a tempo inteiro, um adjunto, um chefe de gabinete, uma secretária para cada vereador, um gabinete de comunicação, irmãos, primos e primas, sobrinhos e sobrinhas… E isto para ser meiguinho nas contas e não falar das Empresas Municipais, do Auditório do Ramo Grande ou da Academia da Juventude, da forma como se nomeiam chefias e administradores e os cargos por eles ocupados na hierarquia socialista. Um exagero, um esbanjamento de dinheiro, uma máquina de clientelas e favores.
Enquanto isso, a cidade está morta. Não se vê vivalma nas ruas da Praia. Gastaram-se rios de dinheiro em encerramentos de ruas que mais não fizeram do que prejudicar o comércio tradicional praiense em benefício daqueles que oferecem estacionamento à porta.
Fazem-se ajustes diretos para aquisição de materiais de construção aos amigos e a responsáveis políticos eleitos em listas do Partido Socialista, distribuem-se cabazes de Natal a quem não precisa, usando o dinheiro dos contribuintes, e interrompem-se bailinhos de Carnaval sem que os responsáveis tivessem sido devidamente punidos. O crime compensou. Boicotaram, censuraram, abusaram do poder que tinham e continuam a ser os responsáveis pelo sector de ação social do Município, sem o mínimo de vergonha. Terão lata para aparecem em cima de um palco neste Carnaval? Na câmara da Praia parece valer tudo e a mediocridade é premiada. A mediocridade e o lamber de botas… até vender a alma.
O concelho da Praia da Vitória bateu no fundo e Roberto Monteiro já perdeu o controlo sobre a situação… Que fácil era governar quando as fontes de dinheiro pareciam inesgotáveis. Como vai ser fácil sair e deixar as dívidas por pagar durante os próximos 30 anos…
É um filme que eu já vi em Angra, um clássico que na altura estrelava Sérgio Ávila (Serginho)
A situação é mesmo muito grave. Mais grave ainda quando se constata que ainda é demasiado grande o número daqueles que defendem a manutenção deste ciclo vicioso, e viciado, de esquemas e compadrios que conduzem à ruína a terra que é de nós todos. Primeiro foi Angra, agora a Praia. Quem vier atrás terá um longo deserto de provações. Fazer bem será doloroso. Espero que, em tempo certo, os responsáveis por esta situação, que têm todos rostos, nomes e moradas, sejam devidamente julgados e penalizados pelas suas “obras”. O povo dos concelhos da Terceira não merecia este tipo de gente… apesar de ter, “apenas”, exactamente aquilo que escolheu. Vêm aí novos tempos e novas escolhas. Que se escolha melhor então!
Em relação a este post só tenho uma dúvida: a imagem inserida é real?
Se sim, sabes onde é e do que se trata?
- m
QUE VERGONHA
CADA UM TEM O QUE MERECE O PIOR E OS DESGRAÇADOS QUE VEM ATRAZ